
Eu Vivo Num Tempo de Guerra
Maria Bethânia
Resistência e memória em “Eu Vivo Num Tempo de Guerra”
“Eu Vivo Num Tempo de Guerra”, interpretada por Maria Bethânia, retrata de forma direta o impacto da repressão política no Brasil dos anos 1960. A letra transforma ações cotidianas, como comer e amar, em gestos de resistência diante do medo e da opressão. O trecho “comi minha comida / No meio da batalha” mostra como até o simples ato de se alimentar carrega o peso de quem vive sob ameaça constante. Já o verso “A voz da minha gente se levantou / E a minha voz junto com a dela” destaca a importância da união e da luta coletiva, reforçando o contexto de resistência presente no espetáculo “Tempo de Guerra” e no filme “O Desafio”, ambos críticos à ditadura militar.
A repetição de “É um tempo de guerra / É um tempo sem sol” reforça o clima de desesperança, usando a ausência do sol como símbolo da falta de liberdade e alegria. O apelo “tem dó!” traz um tom de súplica, aproximando o ouvinte da dor de quem viveu esse período. Nos versos finais, a canção pede que as futuras gerações não esqueçam o passado: “Lembre bem do nosso tempo / Desse tempo que é de guerra”. Ao afirmar “Não podemos ser amigos, ao mau / Ao mau vamos dar maldade”, a música defende a necessidade de firmeza diante da injustiça. Assim, a canção se torna um convite à memória, à resistência e à construção de uma sociedade mais justa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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