
Borandá
Maria Bethânia
Despedida e resistência no sertão em “Borandá”
Em “Borandá”, Maria Bethânia retrata a dura realidade da migração forçada no sertão nordestino, marcada pela seca e pela falta de perspectivas. O termo "borandá", uma junção de "vamos embora andar", aparece repetidamente na música, reforçando tanto a urgência da partida quanto a resignação de quem precisa deixar sua terra. Essa decisão dolorosa é evidenciada nos versos: “Vou-me embora / Vou chorando / Vou me lembrando / Do meu lugar”, que expressam a tristeza e o apego ao lar abandonado.
A canção também aborda a relação entre fé e desespero. No trecho “Já fiz mais de mil promessas / Rezei tanta oração / Deve ser que eu rezo baixo / Pois meu Deus não ouve não”, a letra revela a frustração de quem, mesmo após inúmeras tentativas e preces, não encontra solução para o sofrimento. Essa sensação de abandono aproxima “Borandá” de obras como “Vidas Secas” e “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, que também exploram a luta dos sertanejos diante das adversidades. A simplicidade da letra, somada à interpretação intensa de Bethânia, transforma a música em um retrato sensível da resiliência humana, mostrando que, muitas vezes, partir é menos doloroso do que permanecer e ver a situação piorar, como sugere o verso “Que é melhor partir lembrando / Que ver tudo piorar”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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