
Amiga dos Ventos
Maria Bethânia
Força e ancestralidade feminina em "Amiga dos Ventos"
Em "Amiga dos Ventos", Maria Bethânia constrói uma narrativa que vai além da simples relação com a natureza. Ao se apresentar como "amiga dos ventos" e "amante dos mares", a cantora faz referência direta a Iansã (Oyá), orixá dos ventos e tempestades no candomblé, religião com a qual Bethânia tem uma ligação profunda. Essa conexão espiritual é reforçada pelo histórico da artista, que frequentemente homenageia Iansã em suas apresentações e cuja devoção foi reconhecida publicamente, como no carnaval de 2016 pela Mangueira. Assim, a música se transforma em uma celebração da força, liberdade e espiritualidade feminina, unindo a intérprete à ancestralidade e à natureza.
A letra destaca a humildade diante do sagrado e do natural, como nos versos: "Não que algo aconteça / De especial comigo / Que eu possua mil poderes celestiais". Aqui, a narradora recusa qualquer ideia de superioridade ou dons extraordinários, ressaltando que sua força e facilidade de transitar entre elementos vêm de algo simples e essencial, "banal como a chuva / Natural como uma uva ter sabor". O verdadeiro mistério está na aceitação da própria natureza e na valorização do que é espontâneo e verdadeiro, sem recorrer a explicações místicas. A canção transmite serenidade e sabedoria, celebrando a simplicidade como fonte de poder e conexão com o mundo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Maria Bethânia e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: