
O Canto do Pajé
Maria Bethânia
Memória e resistência indígena em “O Canto do Pajé”
Em “O Canto do Pajé”, Maria Bethânia aborda a perda e a saudade vividas pelos povos indígenas diante da colonização. Logo no início, a fuga de Anhangá, espírito guardião das florestas na mitologia indígena, simboliza a sensação de desproteção e ruptura. A referência à “manhã de sol” reforça o contraste entre a beleza natural e a vulnerabilidade causada pelas mudanças impostas à terra natal. Esse cenário remete ao deslocamento forçado e à saudade provocada pela perda do território ancestral.
O pedido a Tupã, divindade suprema indígena, aparece no trecho: “Ó tupã tira de mim essa saudade / Anhangá me fez sonhar / Com a terra que perdi”. Aqui, a busca por consolo espiritual destaca a tentativa de amenizar a dor da separação e da destruição cultural. Elementos naturais como rio, mar, céu, campo e flores são usados para criar uma atmosfera de nostalgia, conectando o sentimento de perda à paisagem brasileira. O canto do pajé, representado pela voz que ecoa em meio à natureza, simboliza a resistência e a preservação da memória dos povos originários. A repetição de “Anhangá fugiu” reforça a ideia de ruptura do elo protetor com a terra. Na interpretação de Maria Bethânia, a canção se transforma em um tributo à riqueza espiritual e à dor histórica dos indígenas brasileiros.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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