
Dona Do Dom
Maria Bethânia
A dualidade do talento em "Dona Do Dom" de Maria Bethânia
"Dona Do Dom", interpretada por Maria Bethânia, aborda a relação complexa entre o talento artístico e a vulnerabilidade de quem o possui. O verso “serafim de procissão do interior” conecta Bethânia às tradições religiosas e culturais do Brasil, evocando imagens de fé, simplicidade e pertencimento. Elementos como “asas de isopor” e “sandálias gastas” reforçam a ideia de fragilidade e humildade, mostrando que, apesar do dom ser algo elevado, ele é sustentado por aspectos humanos e terrenos.
A letra explora a dualidade do dom: ele pode ser tanto uma prisão quanto uma libertação. Bethânia se reconhece “presa do dom que Deus me pôs”, mas também afirma que é esse dom que a “liberta” e a define. O trecho “iluminar o escuro com meu bustiê carmim” traz uma imagem de coragem e exposição, mostrando que cantar é um ato de vulnerabilidade e poder. Ao citar elementos do cotidiano, como “gim, fumaça, dor, microfonia”, a música aproxima o sagrado do mundano, revelando que a experiência artística é feita de contrastes entre alegria e sofrimento, silêncio e som.
No final, a canção celebra a aceitação desse destino: ser “essa ave frágil que avoa no sertão”, o “oco do bambu”, o “apito do acaso”. Essas imagens reforçam que o dom é força e delicadeza ao mesmo tempo, manifestando-se mesmo nos momentos de solidão. Assim, o dom é apresentado como uma força que molda a existência da artista, sempre ligada à sua origem humilde e à coletividade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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