
Rosa-dos-Ventos
Maria Bethânia
Resistência e esperança em "Rosa-dos-Ventos" de Maria Bethânia
Em "Rosa-dos-Ventos", Maria Bethânia interpreta uma canção composta por Chico Buarque durante a ditadura militar brasileira, período marcado por censura e repressão. A rosa-dos-ventos, símbolo central da música, representa a busca por direção e liberdade em meio ao medo e à opressão. Trechos como “No rosto pintou-se o pálido / E não rolou uma lágrima / Nem uma lástima para socorrer” retratam a apatia e o silêncio forçado que dominavam o cotidiano, enquanto expressões como “de caminhar entre as trevas” e “de murmurar entre as pregas” reforçam a ideia de sobrevivência discreta sob vigilância constante.
A segunda parte da música traz sinais de esperança e resistência. Imagens como “chuva de pétalas” e o “espetáculo” que amanhece “sob o sono dos séculos” sugerem um despertar coletivo e a possibilidade de transformação social, mesmo após anos de medo. A frase “rosa-dos-ventos danou-se” e a menção à “enchente amazônica” evocam uma força renovadora, capaz de “inundar de água doce a amargura do mar”, simbolizando a resistência cultural e a esperança de dias melhores. Essa mensagem foi celebrada na homenagem da Mangueira a Maria Bethânia, quando militares desfilaram com sombrinhas estampadas com a rosa-dos-ventos, ironizando a repressão. Assim, a música transforma o sofrimento coletivo em esperança e renascimento, mostrando como a arte pode ser um instrumento de resistência e perdão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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