
Agora
Maria Bethânia
A efemeridade do tempo em “Agora” de Maria Bethânia
A música “Agora”, de Maria Bethânia, explora de forma intensa a urgência do presente diante da passagem inevitável do tempo. A repetição constante da palavra “agora” destaca como cada instante é breve e logo se transforma em outro, criando uma sensação de movimento contínuo. Isso aparece claramente em versos como “Agora a chuva evapora / Agora ainda não choveu”, que mostram como os acontecimentos são transitórios e não podem ser fixados. Bethânia constrói a canção a partir de experiências pessoais e universais, alternando imagens de vida e morte, alegria e perda, como em “Agora quartos de hospitais” e “Agora meu avô já vive / Agora meu filho nasceu”. Essas passagens reforçam a ideia de que o presente é sempre atravessado por lembranças e expectativas.
Outro ponto importante é a relação entre memória e presente, especialmente em “Agora tenho mais memória / Agora tenho o que foi meu”. Aqui, Bethânia sugere que as lembranças acumuladas influenciam a forma como vivemos o agora, tornando cada momento carregado de significado. As imagens sensoriais – sede, vento, roupa, língua – aproximam o ouvinte das sensações imediatas, enquanto a repetição do “agora” enfatiza que tudo é passageiro, mas também valioso. A interpretação emocional de Bethânia intensifica essa reflexão, convidando o ouvinte a perceber a beleza e a urgência de cada momento vivido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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