
Filhos de Gandhi
Maria Bethânia
Tradição e resistência em “Filhos de Gandhi” de Maria Bethânia
Em “Filhos de Gandhi”, Maria Bethânia destaca a importância das raízes afro-brasileiras ao citar diretamente orixás como Omolu, Ogum, Oxum, Oxumaré, Iansã, Iemanjá, Xangô e Oxóssi. Essas referências não apenas celebram a herança africana, mas também valorizam a diversidade religiosa e cultural da Bahia. A música faz menção ao afoxé Filhos de Gandhy, grupo criado para promover a paz e combater o preconceito contra o candomblé, que se tornou símbolo de resistência e orgulho negro no Carnaval de Salvador. O convite para que “todo o pessoal” desça e veja os Filhos de Gandhi reforça o caráter coletivo, inclusivo e festivo do cortejo, incentivando a participação de todos na celebração.
A presença do “Senhor do Bonfim” ao lado dos orixás evidencia a sincretização religiosa típica da Bahia, onde elementos do candomblé e do catolicismo se misturam nas manifestações populares. O verso “Oh, meu Deus do céu, na terra é carnaval” resume a atmosfera de celebração e espiritualidade da canção, mostrando como o Carnaval se transforma em um espaço de encontro entre o sagrado e o profano, tradição e festa. Dessa forma, a música exalta a força das tradições afro-brasileiras e a importância do respeito à diversidade, transmitindo alegria, orgulho e resistência cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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