
Gás Neon
Maria Bethânia
Contrastes urbanos e solidão em “Gás Neon” de Maria Bethânia
“Gás Neon”, de Maria Bethânia, explora como o brilho das luzes urbanas pode mascarar realidades dolorosas e solitárias. O título faz referência direta ao néon das cidades, símbolo de uma vida noturna marcada por aparências. Elementos como “portas de ouro e prata” e “faces coloridas” sugerem promessas de felicidade que, na prática, são ilusórias. A letra destaca a superficialidade desses ambientes, com versos como “falsos sonhos nessas noites de verão” e “farsas de alegria”, revelando que, por trás do espetáculo, há solidão, desamor e gestos “clandestinos tontos e sedentos de amor”.
O contexto da ditadura militar no Brasil, período em que a música foi composta, aparece nas imagens de repressão e sofrimento: “corte, cicatrizes, gritos engasgados, lágrimas de dor”. Esses trechos evocam tanto dores pessoais quanto a violência política, sugerindo que a festa e o brilho escondem feridas profundas. Metáforas como “mar de veneno” e “lama enfeitada” reforçam a ideia de que, por trás da beleza aparente, existe um ambiente tóxico e perigoso. Ao final, a canção denuncia a marginalização e o sofrimento dos que vivem “à margem”, tornando-se um retrato crítico e melancólico da sociedade urbana e de seu contexto histórico.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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