
Gitâ
Maria Bethânia
Reflexão existencial e espiritual em "Gitâ" de Maria Bethânia
A letra de "Gitâ", interpretada por Maria Bethânia, explora a busca por autoconhecimento e transcendência, inspirando-se diretamente no "Bhagavad Gita", texto sagrado hindu que discute o papel do indivíduo no universo e a unidade entre todas as coisas. Quando a canção afirma: “Eu sou a luz das estrelas / Eu sou a cor do luar”, ela sugere uma conexão profunda com o cosmos e expressa a ideia de que o ser humano carrega em si todas as dualidades e contradições do mundo, como em “o medo do fraco / A força da imaginação / O blefe do jogador”. Essa multiplicidade de identidades reflete a influência filosófica do Gita, onde o eu se manifesta em diferentes formas da existência.
Maria Bethânia potencializa o caráter existencial e espiritual da música, alinhando-se à sua tradição de abordar temas que exploram a complexidade da alma humana. A letra alterna entre opostos — “Eu sou a vela que acende / Eu sou a luz que se apaga / Eu sou a beira do abismo / Eu sou o tudo e o nada” — reforçando a ideia de que a identidade é fluida e abrange tanto aspectos positivos quanto negativos, o início, o fim e o meio. O verso “Eu sou feito da terra / Do fogo, da água e do ar” sintetiza essa visão holística, remetendo aos elementos fundamentais da natureza e à interligação de tudo. Ao final, "Gitâ" sugere que a essência do ser é indefinível e onipresente, presente em todas as experiências e contradições da vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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