
Tigresa
Maria Bethânia
Força e liberdade feminina em "Tigresa" de Maria Bethânia
Em "Tigresa", Maria Bethânia interpreta uma composição de Caetano Veloso que homenageia a atriz e cantora Zezé Motta, destacando sua força, sensualidade e liberdade. A escolha de Caetano por descrever a mulher como "tigresa de unhas negras e íris cor de mel" evidencia a admiração por uma figura feminina marcante, que desafia padrões e simboliza a emancipação em um período de mudanças sociais no Brasil.
O verso “gostava de política em 1966 e hoje dança no Frenetic Dancing Days” conecta a trajetória da musa à efervescência cultural e política dos anos 1970, mostrando como ela transita entre o engajamento político e a busca pelo prazer, refletindo o espírito libertário da época. A menção ao musical "Hair", do qual Zezé Motta participou, reforça a ligação com movimentos de contracultura e liberdade de expressão. A letra também aborda a complexidade feminina ao explorar opostos como prazer e dor, amor e ódio, bem e mal. Quando diz “me falou que o mal é bom e o bem cruel”, a canção questiona valores tradicionais e valoriza a autenticidade e a reinvenção pessoal. O desejo de “inventar um lugar onde a gente e a natureza feliz vivam sempre em comunhão” aponta para um ideal de harmonia e liberdade, celebrando a força feminina sem reservas. Assim, "Tigresa" se destaca como um retrato sensível e libertador da mulher que inspira e transforma.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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