
O Circo
Maria Bethânia
Exclusão social e metáfora do circo em “O Circo”
Em “O Circo”, Maria Bethânia aborda a exclusão social de forma direta, usando o circo como símbolo das oportunidades e alegrias inacessíveis ao narrador. Logo no início, o verso “Todo mundo vai ao circo / Menos eu, menos eu” destaca o sentimento de estar à margem, enquanto “Como pagar ingresso / Se eu não tenho nada?” evidencia a barreira econômica que impede a participação. O trecho “Fico de fora escutando a gargalhada” reforça o isolamento e a tristeza de quem observa a felicidade dos outros sem poder fazer parte dela.
Na segunda estrofe, a metáfora se aprofunda: “A minha vida é um circo / Sou acrobata na raça”. Aqui, a vida cotidiana é comparada ao esforço dos acrobatas, exigindo equilíbrio e resistência, mas sem o reconhecimento ou o brilho do espetáculo. O verso “Só não posso é ser palhaço / Porque eu vivo sem graça” traz uma resignação melancólica, mostrando que, ao contrário do palhaço que diverte, o narrador não encontra motivos para sorrir. O contexto da carreira de Bethânia e a escolha do compositor Batatinha por temas de sofrimento e marginalização reforçam essa leitura. Além disso, a música foi incluída no espetáculo “Drama”, onde a exclusão e a introspecção também são temas centrais, ampliando o alcance da mensagem da canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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