
Lama
Maria Bethânia
Resistência e autonomia em "Lama" de Maria Bethânia
"Lama", interpretada por Maria Bethânia, é uma canção que confronta diretamente o julgamento e a hipocrisia social. Logo nos primeiros versos, Bethânia afirma sua autonomia: “Se eu quiser fumar, eu fumo / Se eu quiser beber, eu bebo / Não me interessa mais ninguém”. Essa declaração deixa claro que a protagonista não aceita se submeter às críticas ou expectativas impostas pelos outros, reforçando uma postura de empoderamento e liberdade individual.
A música também expõe a hipocrisia de quem julga, como no trecho: “Se o meu passado foi lama / Hoje quem me difama / Viveu na lama também”. Aqui, a letra evidencia que todos têm falhas e que o julgamento alheio muitas vezes nasce de inveja ou ressentimento, como reforçado em “E hoje, por ciúme ou por despeito / Achar-se com o direito / De querer me humilhar”. O desfecho da canção traz uma ruptura definitiva com o passado e com quem condena: “Se a esta hora estou morta / Pra mim, morreste também”. Assim, "Lama" se destaca como um manifesto de resistência, onde a protagonista se liberta do peso do julgamento e reafirma sua identidade, refletindo também o momento em que Bethânia buscava afirmar sua própria voz artística.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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