
Kirimurê
Maria Bethânia
Identidade e ancestralidade baiana em “Kirimurê” de Maria Bethânia
"Kirimurê", interpretada por Maria Bethânia, valoriza as raízes indígenas e afro-brasileiras da Bahia ao resgatar a palavra tupi que nomeia a Baía de Todos os Santos e ao mencionar figuras como Iara e os Tupinambás. O verso “Espelho virado ao céu / Espelho do mar de mim” destaca a ligação profunda entre o indivíduo e a natureza, mostrando como o mar e a terra refletem a identidade de quem vive nesse território. Ao citar sambaquis e catimbós, a canção reforça a presença da memória ancestral e das práticas espirituais dos povos originários, que ainda influenciam a cultura local e pessoal do narrador.
A referência ao Bonfim traz à tona o sincretismo religioso típico da Bahia, unindo o passado indígena ao presente marcado pela mistura de crenças. O trecho “Eira e beira / Onde era mata hoje é Bonfim” evidencia as mudanças no território e a resistência cultural diante dessas transformações. Já “Salve as folhas brasileiras / Oh salvem as folhas pra mim” faz alusão ao uso ritualístico das folhas nas religiões de matriz africana e indígena, símbolos de cura e proteção. Ao repetir “Eu sou o dono da terra / Eu sou o caboclo daqui”, a música afirma o pertencimento e o orgulho das origens, reivindicando o direito à terra e à memória dos povos originários. Assim, "Kirimurê" celebra a herança cultural da Bahia e a força de quem mantém vivas essas tradições.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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