
A Dona do Raio e do Vento
Maria Bethânia
Força e ancestralidade em “A Dona do Raio e do Vento”
Em “A Dona do Raio e do Vento”, Maria Bethânia se conecta diretamente com Iansã, orixá dos ventos e tempestades, mostrando orgulho em carregar a força dessa entidade. Ao repetir frases como “O raio de Iansã sou eu” e “O vento de Iansã também sou eu”, Bethânia se apresenta como a personificação dessas forças naturais, sugerindo que sua voz, presença e paixão são tão intensas e transformadoras quanto os fenômenos comandados por Iansã. O verso “Cegando o aço das armas de quem guerreia” reforça essa ideia, mostrando uma força capaz de proteger e desarmar, símbolo de resistência diante das dificuldades.
A música também destaca o sincretismo religioso ao mencionar Santa Bárbara, tradicionalmente associada a Iansã nas religiões afro-brasileiras. Quando Bethânia canta “Que Santa Bárbara é santa que me clareia”, ela evidencia a fusão entre elementos do Candomblé e do catolicismo, prática comum na cultura brasileira. As metáforas presentes nos versos “Eu não conheço rajada de vento mais poderosa que a minha paixão” e “quando o amor relampeia aqui dentro, vira um corisco esse meu coração” mostram como sentimentos como amor e paixão podem ser tão intensos quanto tempestades. Ao se declarar “a casa do raio e do vento”, Bethânia celebra sua identidade, força e ancestralidade afro-brasileira, guiada e protegida por Iansã.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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