
Memória das Águas
Maria Bethânia
Relação entre identidade e natureza em “Memória das Águas”
Em “Memória das Águas”, Maria Bethânia constrói uma ponte entre sua identidade e a paisagem da Bahia, especialmente de Santo Amaro da Purificação, sua cidade natal. Ao citar lugares como “Cachoeira da Vitória / Timbó das pedras de seixo / Vocês são minha memória / Correm em mim desde o começo”, ela mostra como rios e cachoeiras não são apenas cenários, mas parte fundamental de sua história e da cultura local. Esses elementos naturais representam lembranças e experiências que moldaram quem ela é.
A água, tema recorrente na obra de Bethânia, aparece como símbolo das emoções humanas. No trecho “Amores são águas doces / Paixões são águas salgadas / Queria que a vida fosse / Essas águas misturadas”, a artista expressa a mistura de sentimentos, mostrando que prazer e dor, alegria e sofrimento, fazem parte de uma mesma corrente. O contexto do álbum “Pirata” e do projeto “Dentro do Mar Tem Rio” reforça essa ideia, usando a água como elo entre passado e presente, individual e coletivo. Ao mencionar o rio Subaé, que recentemente causou inundações em Santo Amaro, Bethânia destaca a força simbólica e real dessas águas em sua trajetória. O refrão “Eu sou memória das águas” resume a canção: Bethânia se reconhece como parte de um fluxo contínuo de histórias e afetos, onde tudo se transforma, mas nada se perde.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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