
A Felicidade
Maria Bethânia
A efemeridade da alegria em "A Felicidade" de Maria Bethânia
Na interpretação de Maria Bethânia, "A Felicidade" destaca a natureza passageira da alegria e a permanência da tristeza, evidenciada já no verso inicial: “Tristeza não tem fim, felicidade sim”. A letra utiliza imagens como a gota de orvalho e a pluma ao vento para mostrar que a felicidade é breve, surgindo rapidamente e desaparecendo logo em seguida. Essas comparações reforçam a ideia de que os momentos felizes são valiosos, mas inevitavelmente curtos, enquanto a tristeza parece durar mais tempo.
O contexto do carnaval, mencionado na canção, aprofunda esse sentimento de ilusão e transitoriedade: “A felicidade do pobre parece a grande ilusão do carnaval... pra tudo se acabar na quarta-feira”. Tom Jobim e Vinícius de Moraes, autores da música, refletem sobre a realidade do povo brasileiro, que trabalha o ano inteiro por um breve momento de sonho, que logo se desfaz. A interpretação intensa de Bethânia ressalta a melancolia e a beleza desse ciclo, tornando a mensagem ainda mais impactante. No final, a felicidade é apresentada como algo íntimo e delicado, presente no olhar da pessoa amada e no desejo de manter esse instante, mesmo sabendo que ele é passageiro, como a noite que logo cede lugar à madrugada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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