
Ponto Do Guerreiro Branco
Maria Bethânia
Ritual, fé e ancestralidade em "Ponto Do Guerreiro Branco"
Em "Ponto Do Guerreiro Branco", Maria Bethânia cria uma atmosfera ritualística ao repetir pedidos de licença e saudações respeitosas, como em “Boa noite peço licença”. Esses versos remetem diretamente aos pontos cantados das religiões afro-brasileiras, especialmente o Candomblé, onde o respeito ao espaço sagrado e às entidades espirituais é fundamental. A menção à “casa santa” reforça o caráter coletivo e cerimonial da música, mostrando a importância da comunidade e da tradição nesses rituais.
A letra traz símbolos marcantes dessas tradições, como a “espada de guerreiro”, a “bandeira branca enfiada em pau forte” e a “Estrela do Norte”. A espada faz referência a Ogum, orixá associado à luta e à proteção, enquanto a bandeira branca e a cor branca remetem a Oxalá, símbolo de paz e pureza. A “Estrela do Norte” pode ser entendida como um guia espiritual, representando direção e proteção para os participantes do ritual. Lançada em 1969, a gravação marca um momento em que Bethânia passa a valorizar explicitamente suas raízes afro-brasileiras, consolidando sua identidade artística ligada à espiritualidade e à cultura popular. A canção, assim, celebra a força, a fé e o respeito às tradições, transmitindo um sentimento de pertencimento e devoção coletiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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