
Purificar O Subaé / Cantiga Para Janaina
Maria Bethânia
Espiritualidade e natureza em “Purificar O Subaé / Cantiga Para Janaina”
“Purificar O Subaé / Cantiga Para Janaina”, de Maria Bethânia, une a preocupação ambiental à espiritualidade afro-brasileira, mostrando como a preservação do Rio Subaé é também um ato sagrado. A música transforma a denúncia da poluição do rio em um pedido de purificação, evocando Oxum, orixá das águas doces, ao citar: “Dona d'água doce quem é? Dourada rainha senhora”. Essa referência reforça que cuidar do rio é respeitar as divindades e tradições locais. Ao mencionar Janaína, nome associado a Iemanjá, orixá das águas salgadas, a canção conecta as águas doces e salgadas, ampliando o sentido de proteção das águas como um todo.
A letra critica o “progresso vazio” que destrói a vida aquática e prejudica a comunidade: “Matando os mariscos e os peixes do rio / Enchendo o meu canto / De raiva e de pena”. Esse lamento se mistura a elementos de memória e pertencimento, como em “O sobrado de mamãe é debaixo d'água”, que pode ser entendido tanto como uma lembrança da infância de Bethânia em Santo Amaro da Purificação quanto como uma metáfora para a ancestralidade e a riqueza espiritual presentes nas águas. O trecho final, “Tem ouro, tem prata / Tem diamante que nos alumeia”, destaca que o verdadeiro valor do rio vai além do material, sendo fonte de vida, cultura e luz para a comunidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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