
Salve As Folhas (part. Sandra de Sá)
Maria Bethânia
A ancestralidade e o sagrado em “Salve As Folhas”
Em “Salve As Folhas (part. Sandra de Sá)”, Maria Bethânia destaca a importância das folhas como símbolos de vida, espiritualidade e conexão com a ancestralidade, especialmente nas religiões afro-brasileiras como o Candomblé. A presença de Aroni, apresentado como "guardião das folhas", reforça o papel central desses elementos naturais, que vão além do aspecto físico e são vistos como portadores de energia vital. A repetição dos versos “Sem folha não tem sonho / Sem folha não tem vida / Sem folha não tem nada” enfatiza que as folhas são indispensáveis para a existência e para a ligação com o sagrado, ecoando o canto tradicional “Kò sí ewé, Kò sí oríṣà” ("Sem folha não há orixá").
A letra também mostra as folhas como mediadoras entre o mundo material e o espiritual, simbolizadas por Aroni, que "guarda a luz das estrelas" e "a alma de cada folha". Essa visão está ligada à crença de que as folhas carregam axé (energia vital) e são essenciais nos rituais para a comunicação com os orixás. A parceria entre Maria Bethânia e Sandra de Sá valoriza a ancestralidade e a natureza, transmitindo respeito à cultura afro-brasileira e à importância das folhas como fonte de vida, proteção e espiritualidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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