
A Flor Encarnada
Maria Bethânia
Solidão e reconstrução em "A Flor Encarnada" de Maria Bethânia
Em "A Flor Encarnada", Maria Bethânia utiliza a imagem da flor como símbolo central para expressar a intensidade e a dor de um amor perdido. O termo "encarnada" remete tanto à cor vermelha, associada à paixão e ao sangue, quanto à ideia de algo vívido e intenso, reforçando o sentimento de uma ferida ainda aberta. Quando a letra diz "Esmagou-me a flor", fica claro que aquilo que antes era fonte de alegria se transformou em sofrimento. A repetição de "eu e meus buquês / eu e meus porquês" destaca a busca solitária por sentido diante da perda, evidenciando a atmosfera melancólica que marca a canção.
A música explora a solidão após o fim de um relacionamento, especialmente nos versos "O amor não gosta mais de mim / Nunca mais vi seu clarão", que deixam explícito o sentimento de abandono e a ausência de esperança. A metáfora "Afogada num sertão de lágrimas / Que inundei pra nada" mistura a aridez do sertão com o excesso de lágrimas, intensificando a sensação de vazio e desamparo. O piano minimalista de Zé Manoel contribui para essa atmosfera de isolamento, enquanto a interpretação emotiva de Maria Bethânia aprofunda o lamento. No final, "Agora só eu e meus breus / Só eus" resume a experiência de encarar a própria solidão e as sombras internas, sugerindo um processo de reconstrução pessoal após a perda.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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