
Eros e Psiquê
Maria Bethânia
Reflexão sobre autoconhecimento em “Eros e Psiquê” de Maria Bethânia
Em “Eros e Psiquê”, Maria Bethânia interpreta o poema de Fernando Pessoa destacando a jornada do Infante como uma busca pelo autoconhecimento. Nos versos finais — “E vê que ele mesmo era / A Princesa que dormia” —, fica claro que a busca do herói não é por outra pessoa, mas por si mesmo. Essa inversão do mito clássico, que originalmente fala sobre o amor e a superação de obstáculos, transforma a narrativa em uma metáfora sobre a integração dos opostos internos e o encontro com o próprio eu.
A recitação de Bethânia reforça a atmosfera introspectiva, evidenciando a dualidade entre ação e espera, masculino e feminino, consciente e inconsciente. A Princesa “dormindo espera” enquanto o Infante “buscando-a sem tino” percorre um caminho desconhecido, ambos guiados por um “processo divino / Que faz existir a estrada”. Essa estrada representa o percurso da vida e os desafios pessoais, simbolizados pelo enfrentamento do “mal e o bem”. Ao final, a grinalda de hera — símbolo de eternidade e renovação — sugere que o autoconhecimento é um processo contínuo, e que a verdadeira realização está em reconhecer e integrar todas as partes de si mesmo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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