
Estado de Poesia
Maria Bethânia
Amor intenso e transformação em “Estado de Poesia”
“Estado de Poesia”, interpretada por Maria Bethânia, explora as múltiplas facetas do amor, mostrando como ele pode ser, ao mesmo tempo, fonte de dor e prazer, inquietação e serenidade. O verso “Dói de bom, arde de doce, queima, acalma, mata, cria” resume essa dualidade, revelando um sentimento vivido de forma intensa e sem defesas. A entrega total ao amor, sem qualquer tipo de proteção, aparece em “É belo vês o amor sem anestesia”, destacando a coragem de se expor completamente às emoções.
A escolha de imagens sensoriais e corporais na letra tem relação direta com a admiração de Maria Bethânia pela poesia erótica de Chico César, especialmente pelo livro “Versos Pornográficos”. A canção fala do desejo de se fundir ao outro, como em “entranhar” e “misturar meia noite meio dia”, sugerindo a dissolução das fronteiras entre opostos e a busca por uma experiência amorosa que ultrapassa tempo e espaço. A menção à “cigania antes de te conhecer” remete a uma vida errante e livre, que ganha novo sentido ao encontrar o amor verdadeiro. No refrão, ao afirmar que o amor “não fica nem vai embora”, a música reforça a ideia de que esse estado poético é, ao mesmo tempo, permanente e passageiro, marcado por emoções intensas e transformadoras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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