
Fiadeira
Maria Bethânia
Devoção e cultura nordestina em “Fiadeira” de Maria Bethânia
Em “Fiadeira”, Maria Bethânia utiliza as metáforas de "fiadeira" e "tecelã" para retratar Nossa Senhora Aparecida como uma figura ativa na vida dos fiéis, alguém que "trança as linhas de um poema" e cuida dos detalhes do cotidiano. Essa escolha conecta a santa à tradição das mulheres rendeiras e artesãs do Nordeste, mostrando como fé, cultura e trabalho manual se entrelaçam. O compositor Juliano Holanda, responsável pela canção, traz para a letra suas memórias de infância em procissões e novenas em Goiana, Pernambuco, reforçando o vínculo entre religiosidade popular e experiências pessoais.
A letra cria um ambiente de acolhimento e esperança, apresentando Nossa Senhora como "luz, Senhora das candeias" e "guardiã dos meus caminhos", símbolos de proteção e orientação espiritual. Pedidos como "limpa os olhos das areias" e "tira a dor de cada espinho" expressam o desejo de alívio diante das dificuldades, enquanto frases como "casa onde a bondade mora" e "faz a minha dor pequena" reforçam a imagem de refúgio materno. Ao chamar a santa de "benedita mãe das rosas", "benzedeira" e "flor das frutas mais gostosas", a música celebra a fertilidade, a cura e a doçura associadas à figura mariana, elementos presentes nas festas e rituais do interior nordestino. O refrão, "ora por mim, Senhora", resume a entrega confiante e a busca por intercessão, tornando a canção um verdadeiro hino de fé e devoção popular.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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