
Imbelezô / Vento de Lá
Maria Bethânia
Transformação e ancestralidade em “Imbelezô / Vento de Lá”
Em “Imbelezô / Vento de Lá”, Maria Bethânia explora a ideia de transformação e renovação a partir de elementos da cultura afro-brasileira. O termo inventado “imbelezô” sugere um processo de embelezamento interno, provocado tanto pela chegada de alguém quanto pela influência de forças naturais e espirituais. A palavra ganha força simbólica ao ser associada ao toque de uma pessoa e à presença de elementos como o alecrim beira d’água e o vento, que representam renovação e vitalidade.
A canção faz referência direta ao candomblé e à orixá Iansã, senhora dos ventos e tempestades. Isso fica claro nos versos: “Foi o vento de Iansã dominador que dormia / Nos braços da manhã e despertou”, mostrando que a energia vital e a mudança vêm de uma força ancestral capaz de transformar destinos e estados de espírito. A letra também retrata cenas do cotidiano baiano, como o jangadeiro, o mercador e a capoeira, todos impactados pelo vento de Iansã, que interrompe rotinas e traz oportunidades de renovação. A personagem Lia, que “foi sambar só na ventania”, simboliza a entrega à liberdade e à força do vento, mesmo diante das adversidades. Ao unir samba de roda, referências ao candomblé e imagens da tradição baiana, Bethânia celebra a força feminina, a ancestralidade e a capacidade de se reinventar diante das mudanças.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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