
O Sopro do Fole
Maria Bethânia
Saudade e raízes sertanejas em “O Sopro do Fole”
Em “O Sopro do Fole”, Maria Bethânia explora o sentimento de saudade e deslocamento por meio de imagens simples e marcantes, como a do “passarinho sem casa, mexendo a asa”. A música, inspirada nas guarânias sertanejas e canções caipiras, traz uma atmosfera nostálgica e regional, reforçada pelo acordeão (o “fole”), que simboliza tanto a festa quanto a memória do sertão. O vento que “tirou meu chapéu, balançou meu cordão” é associado ao sopro do fole, criando uma ponte entre o ambiente rural e a experiência pessoal de quem sente falta de suas origens, mas encontra consolo na música.
A letra utiliza metáforas diretas para expressar emoções profundas: o “seco do chão” representa a aridez da distância e da saudade, enquanto “pousar na viola e tocar um modão” mostra a música como refúgio e resistência diante das dificuldades. O verso “eu vivo no mundo, mas não sou daqui” reforça a sensação de exílio, característica das canções nordestinas que inspiraram Zeca Veloso, compositor da faixa, e que Maria Bethânia interpreta com forte ligação afetiva ao universo rural. Assim, a canção valoriza a tradição e a memória, reconhecendo tanto a dor do afastamento quanto a esperança de reencontro, seja pela música ou pelo retorno simbólico ao sertão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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