
Uma Iara/ Uma Perigosa Yara
Maria Bethânia
O fascínio e o perigo mítico em “Uma Iara/ Uma Perigosa Yara”
“Uma Iara/ Uma Perigosa Yara”, interpretada por Maria Bethânia, explora a figura da Iara como símbolo do poder sedutor e ameaçador das paixões humanas. A canção destaca a dualidade da personagem mítica, que ao mesmo tempo encanta e coloca em risco quem se aproxima. O verso “Ai daquele que cai na tragédia / Da nudeza da sua voz” evidencia como a voz da Iara funciona como convite e armadilha, remetendo ao mito amazônico da sereia que atrai homens para o fundo do rio. A menção à “sitéria” amplia o sentido de sedução, conectando a Iara à deusa grega Afrodite e sugerindo uma força feminina universal, que transcende o folclore brasileiro.
A música também se inspira em um texto de Clarice Lispector, especialmente na cena do jovem tapuia seduzido ao entardecer. Esse trecho aprofunda o clima de suspense e lirismo, mostrando o momento em que o tapuia percebe estar “enovelado” pelo feitiço da Iara, o que simboliza o poder irresistível do desejo e da ilusão. A repetição de que “um só noivo não lhe bastava” reforça a natureza livre e indomável da Iara, que não se limita a um único amante e representa uma força da natureza que desafia convenções. A interpretação de Maria Bethânia, ao incorporar elementos do candomblé e da cultura indígena, intensifica o tom ritualístico e místico da canção, celebrando a riqueza do folclore brasileiro e a complexidade das emoções humanas diante do desconhecido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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