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Canço de Na Ruixa Mantells

Maria del Mar Bonet

Letra

Canção de Na Ruixa Mantells

Canço de Na Ruixa Mantells

Passando gemendo como a gaivotaPassant gemegosa com fa la gavina
que volta às margens e volta a voltar,que volta riberes i torna a voltar,
ia a louca do Campo de Marinaanava la boja del Camp de Marina
à beira do mar.vorera de mar.
Descalça e coberta de roupa rasgada,Descalça i coberta de roba esquinçada,
corria selvagem, pulando pelos rochedos;corria salvatge, botant pels esculls;
e ainda era bela sua cabeça corada,i encara era bella sa testa colrada,
a flor de seus olhos.la flor de sos ulls.

Cor de mar profundo tinha as pupilas,Color de mar fonda tenia les nines,
coroas se fazia de lírios do mar,corones se feia de lliris de mar,
e em toda parte enfiava cornetas e conchasi arreu enfilava cornets i petxines
para fazer um colar.per fer-se'n collar.

Assim toda sozinha, lá lá das ondas,Així tota sola, ran ran de les ones,
já em tempo de bonança, já em tempo de tempestade,ja en temps de bonança, ja en temps de maror,
ia a triste cantando de vez em quandoanava la trista cantant per estones
a estranha canção.l'estranya cançó.

"O mar eu detestava, mas agora eu amo"La mar jo avorria mes ja l'estim ara
desde que tem o abrigo o amor que me fugiu.des que hi té l'estatge l'amor que em fugí.
Não tenho na terra nem pai nem mãe,No tinc en la terra ni pare ni mare,
más ele está aqui!més ell és aquí!

"O mar o queria, nunca saciada"La mar el volia, jamai assaciada
de vidas, fortunas, tesouros e barcos;de vides, fortunes, tresors i vaixells;
e dele fez presa em forte ventaniai d'ell va fer presa dins forta ventada
Na Ruixa-mantells.Na Ruixa-mantells.

(...)(...)

Assim toda sozinha, lá lá das ondas,Així tota sola, ran ran de les ones,
já em tempo de bonança, já em tempo de tempestade,ja en temps de bonança, ja en temps de maror,
ia a triste cantando de vez em quandoanava la trista cantant per estones
a estranha canção.l'estranya cançó.

Uma tarde de tempestade acabou seu devaneio:Un vespre d'oratge finí son desvari:
seu corpo numa enseada saiu no dia seguinte;son cos a una cala sortí l'endemà;
e na praia arenosa, reduto solitário,i en platja arenosa, redòs solitari,
quem a enterrou.qualcú l'enterrà.

Não tem mais sua tumba a cruz de oliveira,No té ja sa tomba la creu d'olivera,
más lírios de praia bem tem cada verão,mes lliris de platja bé en té cada estiu,
e só já se sinaliza sua leve pegadai sols ja hi senyala sa petja lleugera
o passarinho fugitivo...l'aucell fugitiu...


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