
Manuelita La Tortuga
María Elena Walsh
A crítica à busca por padrões em “Manuelita La Tortuga”
Em “Manuelita La Tortuga”, María Elena Walsh utiliza a figura de uma tartaruga para abordar, de forma leve e irônica, temas como autoestima e pressão por padrões de beleza. A escolha de Manuelita, uma tartaruga naturalmente lenta, como protagonista de uma viagem até Paris — símbolo mundial da moda — já traz uma crítica embutida. A letra detalha o processo de transformação de Manuelita: “En la tintorería de París / La pintaron con barniz / La plancharon en francés / Del derecho y del revés / Le pusieron peluquita / Y botines en los pies” (Na lavanderia de Paris / Pintaram ela com verniz / Passaram ela em francês / De um lado e do outro / Colocaram peruca / E botinhas nos pés). Essa sequência satiriza a busca incessante por juventude e mudanças estéticas, mostrando o esforço quase absurdo para se encaixar em padrões externos.
O contraste entre Pehuajó, cidade simples de onde Manuelita parte, e Paris, centro da sofisticação, reforça a mensagem de que tentar mudar a própria essência para agradar aos outros é inútil, já que o tempo e a natureza seguem seu curso. Quando Manuelita retorna “vieja como se marchó” (velha como quando partiu), a música sugere que a verdadeira aceitação e o amor não dependem de aparência. Walsh, conhecida por inserir críticas sociais em obras infantis, usa a história de Manuelita para incentivar a valorização da autenticidade e da autoestima, mostrando que não devemos nos submeter a padrões impostos pela sociedade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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