
Escudos
Maria Gadú
Barreiras emocionais e vulnerabilidade em “Escudos” de Maria Gadú
A música “Escudos”, de Maria Gadú, aborda como as pessoas criam barreiras emocionais para se proteger, dificultando relações verdadeiras. O trecho “Eu não tenho tempo pra falar teu nome / Eu não tenho nome pra você dizer” mostra essa distância, indicando que, mesmo próximas fisicamente, as pessoas mantêm um certo anonimato emocional e não conseguem se entregar totalmente. Elementos como o “café” que não mata a fome e o “mágico falso” reforçam a ideia de tentativas frustradas de aproximação, em que gestos de intimidade não são suficientes para romper as defesas do outro.
No refrão, “Traga pra cá tudo, deixe teu ser mudo me fazer falar”, há um convite à vulnerabilidade: pede-se que o outro traga sua essência, mesmo que silenciosa, para que haja uma comunicação mais profunda e verdadeira. A expressão “escudos surdos” e a menção ao “santo gringo” sugerem que cada um carrega suas próprias defesas e influências externas, tornando a aproximação ainda mais difícil. A referência a Shiva, divindade hindu associada à destruição e transformação, indica que romper essas barreiras exige disposição para mudar. Já o verso “te assusto com a ira da minha demência” revela o medo de se expor e a intensidade emocional desse processo. Assim, “Escudos” constrói uma narrativa sobre a dificuldade de se abrir emocionalmente, mas também sobre o desejo de superar essas defesas em busca de uma conexão real.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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