
Calundum da Mbóia
Maria Lídia
Justiça mística e folclore em "Calundum da Mbóia"
"Calundum da Mbóia", de Maria Lídia, mergulha no folclore amazônico ao transformar a lenda da Mbóia, a cobra gigante do Lago Juá, em símbolo de justiça popular. A música apresenta a Mbóia como uma espécie de "tribunal aquático" que julga e pune quem comete injustiças, enquanto protege os justos. O trecho “É só levar pra mbóia / Que mbóia dá um jeito” mostra como, na cultura local, a justiça pode ser feita por forças da natureza, reforçando o papel dessas lendas como mecanismos de controle social e equilíbrio dentro da comunidade.
A letra cita diferentes figuras sociais — “moça, rapaz, vigário, cantor, empresário, doutor e prefeito” — para mostrar que ninguém está acima desse julgamento místico. O verso “Pajé lunático, aquático tribunal / Que devora réu que é mau, / Que, ao bom réu, só faz o bem” associa o pajé, líder espiritual indígena, ao ritual de julgamento, destacando o caráter misterioso e ritualístico da justiça exercida pela Mbóia. O termo “calundum” faz referência a práticas de cura e rituais afro-brasileiros, sugerindo uma mistura de tradições culturais da região. Ao final, a provocação “Quero ver se existe alguém / Com medo da cobra grande / Do juá, em santarém” convida o ouvinte a refletir sobre sua própria conduta e respeito pelas forças da natureza e pelas tradições amazônicas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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