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Empoderamento e desejo feminino em “Cadela” de MARIA MIRANDA

A música “Cadela”, de MARIA MIRANDA, ressignifica de forma provocativa o termo do título, tradicionalmente usado de maneira pejorativa, para abordar temas como desejo, entrega e poder feminino. Ao se autodenominar “sua cadela” e repetir “sou seu corpo, nua”, a artista assume uma postura de vulnerabilidade e submissão sexual, mas faz isso de maneira consciente e autônoma. Assim, transforma o que poderia ser visto como humilhação em uma afirmação do próprio desejo. O videoclipe reforça essa ideia: ao caminhar por São Paulo com um ventilador, Maria Miranda usa o objeto como símbolo de liberdade e autodescoberta, mostrando que se apropria de um termo negativo para expressar autenticidade e empoderamento.

A letra explora contrastes ao unir imagens de pureza, como “princesa” e “flor na noite acesa”, com versos de sexualidade explícita, como “meu desejo fala alto, a tarde eu passo, eu grito, eu lato” e “me aperta inteira, seu vagabundo”. O trecho “sociólogos dirão fetiche, outras mulheres me dirão ser triste” revela consciência das críticas sociais, mas a personagem rejeita julgamentos externos ao afirmar que seu desejo é legítimo e livre de culpa. Dessa forma, “Cadela” se destaca por tratar o prazer feminino de maneira direta, misturando ironia, sensualidade e autocrítica, enquanto desafia padrões impostos às mulheres.

Composição: MARIA MIRANDA / Pedro Tofani / Zebu. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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