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Sobremesa

MARIA MIRANDA

Autonomia feminina e ironia em "Sobremesa" de MARIA MIRANDA

Em "Sobremesa", MARIA MIRANDA utiliza a metáfora da sobremesa para inverter expectativas românticas e afirmar a autonomia da protagonista. Logo no início, ao se colocar como a "sobremesa" de um novo encontro, a personagem assume o controle de seus desejos, deixando claro que busca prazer e atenção sem culpa ou submissão. O verso “Eu tenho as minhas necessidades / Você não atende” evidencia que a relação anterior não era satisfatória, e a decisão de procurar algo novo é tratada com naturalidade e honestidade.

A canção também desafia papéis tradicionais impostos às mulheres. Em trechos como “Não quero ter seu sobrenome” e “Não tenho instintos maternais / Pra curar suas derrotas”, a artista rejeita a ideia de que a mulher deve cuidar ou consertar o parceiro, reforçando sua independência. O refrão “Mas vou te fazer chorar um pouco mais” traz uma ironia sutil: a protagonista reconhece o sofrimento do outro, mas não se sente responsável por ele. No final, a frase “O mundo é grande e eu sou só uma garota” resume a busca por novas experiências e a recusa em se limitar por uma relação insatisfatória. A música se destaca pelo tom direto, confessional e pela crítica à expectativa de abnegação feminina.

Composição: MARIA MIRANDA / Zebu / Pedro Tofani. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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