
Pagu
Maria Rita
Empoderamento e resistência feminina em “Pagu” de Maria Rita
Em “Pagu”, Maria Rita faz uma homenagem direta à escritora e ativista Patrícia Galvão, conhecida como Pagu, símbolo do feminismo e da resistência modernista no Brasil. Logo no início, ao cantar “Mexo, remexo na inquisição / Só quem já morreu na fogueira sabe o que é ser carvão”, ela compara a perseguição histórica de mulheres à opressão da Inquisição, mostrando como quem desafia normas sociais enfrenta julgamentos e punições. Essa referência reforça a conexão com Pagu, que foi perseguida por suas ideias e atitudes à frente de seu tempo.
A letra questiona estereótipos de gênero e nacionalidade, como em “Nem toda feiticeira é corcunda / Nem toda brasileira é bunda / Meu peito não é de silicone / Sou mais macho que muito homem”. Maria Rita rejeita a objetificação e os rótulos impostos às mulheres, recusando-se a ser definida por padrões ou extremos, como “freira” ou “puta”. O verso “Meu buraco é mais em cima” traz um duplo sentido: além de afastar a sexualização, destaca que sua força está na mente e na postura, não em atributos físicos. Ao se afirmar “rainha do meu tanque” e “Pagu indignada no palanque”, ela expressa orgulho, independência e autenticidade, mesmo diante de julgamentos ou estigmas. Assim, a música se consolida como um manifesto de empoderamento feminino e resistência às imposições sociais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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