
Desse Jeito
Maria Rita
Tradições e fé afro-brasileira em “Desse Jeito” de Maria Rita
“Desse Jeito”, de Maria Rita, retrata com orgulho e leveza o cotidiano de quem vive as tradições do samba e do candomblé, misturando referências culturais e religiosas que nem sempre são evidentes para todos. Ao mencionar comidas típicas como “sarapatel na ribeira” e “caruru do erê”, a letra faz referência a festas e rituais ligados às religiões de matriz africana, mostrando como a fé se manifesta nos detalhes do dia a dia. Trechos como “pipoca pra obaluaê” e “veste branco em dia de oxalá” reforçam a presença dos orixás e dos rituais do candomblé, enquanto expressões como “axé, mojubá, zambi, kolofé” celebram a diversidade de saudações e crenças dessas tradições.
O verso “Não é qualquer um que vibra na força de Ogum” destaca que a conexão com a espiritualidade e a ancestralidade exige respeito e pertencimento, indo além do conhecimento superficial. A repetição de “cada um com a sua fé” transmite uma mensagem de tolerância religiosa, valorizando a pluralidade de crenças no Brasil. O refrão “Eu vou desse jeito que o rei mandou / Kaô kabecille (meu pai Xangô)” expressa orgulho e aceitação da própria identidade, seguindo os caminhos indicados pelos orixás, especialmente Xangô, símbolo de justiça e força. Maria Rita, assim, afirma suas raízes, celebra a fé popular e exalta a riqueza cultural do samba e das religiões afro-brasileiras, conectando sua trajetória pessoal à coletividade de quem compartilha dessas tradições.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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