
Fado da Defesa
Maria Teresa de Noronha
A saudade e o espaço em “Fado da Defesa” de Maria Teresa de Noronha
Em “Fado da Defesa”, Maria Teresa de Noronha transforma a rua em um símbolo central da saudade e da ausência. O verso “Lembras-te da nossa rua / Que hoje é minha e já foi tua” mostra como o espaço, antes compartilhado pelo casal, agora é marcado pela solidão e pela memória. A rua deixa de ser apenas um cenário e passa a representar o luto pela ausência do outro, tornando-se um lugar de espera e recordação. O fato de a letra ter sido composta por José António Sabrosa, marido da cantora, acrescenta um tom pessoal e íntimo à canção, sugerindo que a experiência de perda pode ter raízes autobiográficas.
A música utiliza a passagem das estações para ilustrar o ciclo do relacionamento. Quando diz “E o vento frio e triste / Varreu toda a primavera / E agora veio o outono”, a letra associa a primavera ao período feliz do amor e o outono ao momento de decadência e abandono. A imagem das folhas que “morreram à tua espera” reforça como o tempo apaga as esperanças e os vestígios do passado. O tom nostálgico, típico do fado e da interpretação de Maria Teresa de Noronha, se intensifica na última estrofe, quando o luar e o mar representam uma distância impossível de ser vencida. O reencontro só acontece no sonho, nunca na realidade, consolidando a narrativa de saudade profunda e a impossibilidade do retorno.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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