
Ilha de Santiago
Mário Lúcio
Retrato afetivo e cultural em “Ilha de Santiago” de Mário Lúcio
Em “Ilha de Santiago”, Mário Lúcio constrói uma homenagem sensível à sua terra natal, usando imagens que transmitem carinho e pertencimento. Ao descrever a ilha como “korpinhu d'algudon” (corpinho de algodão), o artista sugere suavidade, pureza e aconchego, revelando uma relação quase maternal com o lugar onde nasceu. Essa escolha de palavras mostra o quanto a ilha é vista como um espaço acolhedor e especial em sua memória.
A canção ganha ainda mais força ao citar nomes de pessoas e lugares específicos, como “nha Nácia Gómi ku Zezé” e “Nhu Raul la di fundu Ruber da Barka”. Essas referências transformam a música em um retrato vivo da comunidade, onde cada personagem representa uma memória e reforça os laços com as tradições locais. Elementos do cotidiano, como “saia di xita ku kordon” (saia de chita com cordão) e “par di brinku róda pion” (par de brincos, roda pião), evocam festas, brincadeiras e cenas típicas da vida em Santiago, transmitindo nostalgia e valorizando a cultura cabo-verdiana. Ao listar nomes e apelidos, Mário Lúcio convida o ouvinte a se sentir parte dessa grande família, celebrando tanto as belezas naturais quanto a riqueza humana da ilha.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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