
Senhora do Livramento (Marcha do Alfredo Marceneiro)
Mário Lundum
Dor e redenção em “Senhora do Livramento (Marcha do Alfredo Marceneiro)”
Em “Senhora do Livramento (Marcha do Alfredo Marceneiro)”, Mário Lundum faz um apelo direto à figura religiosa da Senhora do Livramento, pedindo alívio para a dor causada pela ausência de um amor. O verso “Livrai-me deste tormento / De a não ver há tantos dias” mostra como a saudade é vivida como um castigo, e a busca por consolo se volta para o sagrado, algo tradicional no fado. Essa ligação com figuras religiosas é comum no gênero, onde a saudade e o desejo de redenção são temas recorrentes.
A imagem do “retrato antigo que aquece as noites frias” destaca como as lembranças se tornam o único conforto diante da solidão. Já o pedido “fazei crescer os meus dedos / pra'ra desvendar os segredos / de um céu que não é só meu” revela o desejo de alcançar algo inalcançável, seja a compreensão do próprio sofrimento ou a reconciliação com o amor perdido. O “céu” pode ser entendido tanto como um paraíso espiritual quanto como um ideal de felicidade distante. No trecho final, “Porque é que partiste um dia / Sofrendo a minha agonia / E não me roubaste a morte”, a dor da separação é tão intensa que a morte parece preferível à solidão.
A canção transforma a experiência pessoal da perda em uma narrativa universal de dor, saudade e esperança de alívio, reforçando o papel do fado como expressão coletiva do sofrimento e da busca por consolo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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