
É Doce Morrer No Mar
Marisa Monte
A relação entre morte e mar em "É Doce Morrer No Mar"
A música "É Doce Morrer No Mar", interpretada por Marisa Monte, aborda a morte no mar como um destino natural e até reconfortante para quem tem uma ligação profunda com as águas. Inspirada no romance "Mar Morto" de Jorge Amado, a letra reflete a resignação dos mestres de saveiros diante dos perigos do oceano, mostrando como a entrega à vontade de Iemanjá, a orixá das águas, faz parte da cultura marítima. O refrão repetido, "É doce morrer no mar / Nas ondas verdes do mar", reforça essa ideia de paz e aceitação, mesmo diante da tristeza da perda, como nos versos "A noite que ele não veio foi / Foi de tristeza para mim / Saveiro voltou sozinho".
A expressão "cama de noivo no colo de Iemanjá" sugere que a morte no mar é vista como um retorno ao sagrado, um acolhimento maternal da divindade das águas, trazendo consolo para quem fica. A presença da sereia, que "levou" o marinheiro bonito, pode ser entendida tanto como o chamado irresistível do mar quanto como uma referência às lendas e mitos presentes na cultura dos povos do litoral. A gravação de Marisa Monte com Cesária Évora amplia o alcance da canção, unindo Brasil e Cabo Verde em torno do Atlântico e de tradições que veem o mar como fonte de vida, mistério e destino final.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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