
Blanco
Marisa Monte
Percepção e identidade em "Blanco" de Marisa Monte
"Blanco", interpretada por Marisa Monte, é baseada em um poema de Octavio Paz, com adaptação de Haroldo de Campos. A canção explora a relação entre quem observa e o que é observado, destacando a inversão entre sujeito e objeto. Nos versos “Me vejo no que vejo” e “Me olha o que eu olho”, a letra sugere que perceber não é apenas receber informações do mundo, mas também criar sentido a partir dessa experiência. O observador e o objeto observado se misturam, mostrando que a percepção é um processo ativo e recíproco.
A frase “Perceber é conceber” reforça que toda percepção envolve uma invenção: ao olhar para o mundo, cada pessoa constrói sua própria realidade. A expressão “Águas de pensamentos” funciona como metáfora para o fluxo constante das ideias, indicando que a mente é um espaço em movimento, onde imagens e sentidos surgem e desaparecem. Ao afirmar “Sou a criatura do que vejo”, a música conclui que somos formados pelas experiências sensoriais e pela forma como escolhemos enxergar o mundo. Assim, "Blanco" propõe uma reflexão sobre como o ser humano e o universo se constroem mutuamente através do olhar e da percepção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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