
Gentileza
Marisa Monte
A memória urbana e o legado do Profeta em “Gentileza”
A música “Gentileza”, de Marisa Monte, aborda o contraste entre a sensibilidade artística e a insensibilidade das grandes cidades, usando como símbolo a história real do Profeta Gentileza. O verso “Apagaram tudo / Pintaram tudo de cinza” faz referência direta ao episódio em que a Companhia de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro cobriu com tinta as inscrições coloridas e poéticas do Profeta Gentileza. Esse ato não só eliminou fisicamente a arte, mas também tentou silenciar uma voz que promovia reflexão e humanidade no espaço público.
No trecho “Nós que passamos apressados / Pelas ruas da cidade / Merecemos ler as letras / E as palavras de Gentileza”, Marisa Monte critica o ritmo acelerado e a indiferença das pessoas diante de mensagens de bondade e respeito, destacando o papel fundamental da arte urbana em humanizar o cotidiano. A pergunta “Se é mais inteligente / O livro ou a sabedoria” propõe uma reflexão sobre o valor do conhecimento formal em comparação com a sabedoria popular, representada pelo Profeta Gentileza. Ao final, a frase “Amor: Palavra que liberta / Já dizia o profeta” resgata o legado do personagem, reforçando que gentileza e amor são forças transformadoras, mesmo diante de tentativas de apagamento. Assim, a música se torna um convite à valorização da arte, da memória coletiva e da empatia nas cidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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