
Pernambucobucolismo
Marisa Monte
“Pernambucobucolismo”: amor, viagem e pertencimento
Lançada por Marisa Monte em 2006, no álbum Infinito Particular, “Pernambucobucolismo” usa o neologismo do título como mapa afetivo: une Pernambuco e bucolismo para fazer do lugar um estado de espírito. Logo no início, a proposta de “uma canção para inventar o nosso amor” indica que criar a música é criar o vínculo. Quando a letra menciona “um movimento” e “uma revolução”, trata de uma virada íntima, mais emocional do que política, coerente com o contexto de uma faixa que pretende representar o amor. O desejo de partir convive com o apego ao “aqui”, onde o “luar” é “não há igual”, marcando a singularidade desse território-sentimento.
A canção sustenta esse balanço com repetições e jogos sonoros. O trocadilho “vou pra Londres, vou pra longe” condensa a vontade de ir embora, enquanto o retorno a “igual aqui não há / Outro lugar” reafirma o pertencimento, num efeito quase de mantra. Ao dizer “Eu sinto bucolismo” e repetir “Pernambucobucolismo”, a música transforma o lugar em sentimento e o sentimento em lugar. O título funciona como refrão-identidade, fixando a ideia de que esse amor nasce do encontro entre paisagem e afeto. Em apresentações, elementos visuais de atmosfera etérea ampliam a sensação de suspensão, deixando a narrativa — falar com a pessoa amada, desejar partir e, ao mesmo tempo, ficar — vibrar com leveza e calma.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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