
Marinheiro Só
Marisa Monte
Solidão e ancestralidade em “Marinheiro Só” de Marisa Monte
Em “Marinheiro Só”, Marisa Monte resgata elementos da tradição oral brasileira ao repetir a expressão “Marinheiro só”, que reforça o tom de cantiga popular e destaca a solidão do personagem central. O verso “Eu não sou daqui / Marinheiro só / Eu não tenho amor” expressa um sentimento de deslocamento e desapego, típico de quem vive em constante movimento, sem raízes fixas. Essa sensação de errância se conecta à tradição de canções sobre a vida no mar e à saudade de casa, temas recorrentes na cultura popular.
A referência à Bahia e a Salvador, em “Eu sou da Bahia / De São Salvador”, aproxima a música do samba de roda baiano e da cultura afro-brasileira, onde o marinheiro simboliza entidades ligadas ao mar, como Iemanjá. O trecho “Todo de branco / Com seu bonezinho” remete tanto à vestimenta tradicional dos marinheiros quanto às roupas usadas em rituais religiosos afro-brasileiros, nas quais o branco representa pureza e respeito às entidades do mar. Por fim, a pergunta “Quem te ensinou a nadar / Ou foi o tombo do navio / Ou foi o balanço do mar” funciona como uma metáfora sobre aprender com as dificuldades da vida, sugerindo que a experiência e a resiliência surgem do enfrentamento das adversidades, seja por acidente ou pela convivência com o imprevisível.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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