
Ensaboa
Marisa Monte
Resistência e identidade negra em “Ensaboa” de Marisa Monte
Em “Ensaboa”, Marisa Monte transforma uma canção sobre o trabalho doméstico em um retrato profundo da resistência e da identidade negra. Ao incluir versos em inglês e referências a Fela Kuti, como “Everybody run, run, run... Colonial mentality” (Todo mundo corre, corre, corre... Mentalidade colonial) e “They leave sorrow, tears and blood” (Eles deixam tristeza, lágrimas e sangue), a artista conecta o cotidiano das lavadeiras brasileiras à opressão colonial e à luta negra global. A fusão de trechos de “Lamento da Lavadeira” e “Eu Sou Negão” amplia o significado da música, mostrando que o ato repetitivo de lavar roupa simboliza tanto a luta diária pela sobrevivência quanto a herança de resistência cultural.
A letra, com sua estrutura simples e repetitiva — “Ensaboa mulata, ensaboa!” — destaca o peso do trabalho manual, o cansaço e a desvalorização social, como nos versos “Trabalho! Um tantão assim / Cansaço! É bastante sim / Dinheiro! Um tiquinho assim”. Essa repetição também sugere uma força coletiva e ancestral, transformando o ato de ensaboar em um gesto de afirmação e identidade. As citações de “A Felicidade” (“Tristeza não tem fim / A felicidade sim”) e “Meu coração é a liberdade” trazem uma dimensão emocional e política, contrapondo a dureza da vida à busca por dignidade e liberdade. Assim, a versão de Marisa Monte para “Ensaboa” vai além do cotidiano, tornando-se um manifesto sobre resistência, identidade negra e crítica social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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