
Dizem (Quem Me Dera)
Marisa Monte
Reflexão sobre progresso e inquietação em “Dizem (Quem Me Dera)”
“Dizem (Quem Me Dera)”, de Marisa Monte, explora o contraste entre o otimismo coletivo sobre o progresso e as inquietações pessoais que persistem mesmo diante de conquistas sociais e tecnológicas. Ao repetir a palavra “dizem” em vários versos, a artista destaca como avanços como o aumento da longevidade, a busca pela paz e o desenvolvimento tecnológico são celebrados como verdades universais, mas nem sempre trazem tranquilidade individual. Esse contraste se evidencia quando, após listar feitos e esperanças, a letra retorna ao desejo íntimo: “Quem me dera não sentir mais medo, quem me dera não me preocupar”.
O contexto dos protestos no Brasil, citado por Marisa Monte em apresentações, reforça a mensagem de que, apesar dos avanços, ainda existem desafios profundos, especialmente relacionados à democracia e à justiça social. A referência à união entre “deuses e ciência” sugere uma esperança de reconciliação entre fé, razão e convivência pacífica. Já a menção à tecnologia “só pra criar fantasia” revela uma certa decepção com o uso superficial dos avanços modernos. Assim, a música reflete sobre o progresso como algo real, mas questiona sua capacidade de eliminar medos e ansiedades humanas, mantendo um tom sereno e esperançoso, sem ignorar as inquietações do presente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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