
Recusa
Mariza
Reinvenção do fado em "Recusa" por Mariza
Em "Recusa", Mariza questiona abertamente os estereótipos ligados ao fado, especialmente a ideia de que o gênero se resume à tristeza. Logo no início, ela provoca: “Se ser fadista é ser triste, / É ser lágrima prevista”, rejeitando a noção de que o fadista deve ser alguém resignado à dor e à melancolia. Mariza já declarou em entrevistas que considera essa visão ultrapassada, e a letra reforça sua postura ao desmontar, verso a verso, as imagens tradicionais do fadista como alguém preso à solidão e ao sofrimento. Ela também critica a superficialidade e o julgamento externo, como mostra o trecho: “Se ser fadista é no fundo, / Uma palavra trocista, / Roçando as bocas do mundo”.
No desfecho da música, Mariza propõe uma nova forma de viver o fado: “Mas se é partir à conquista / De tanto verso ignorado / Então eu não sou fadista / Eu sou mesmo o próprio fado”. Com isso, ela se coloca como a própria essência do gênero, defendendo que o fado pode ser também celebração e alegria. Ao adaptar o "Fado Magala" e imprimir sua identidade, Mariza reafirma que o fado é plural, dinâmico e autêntico quando desafia rótulos e busca novos sentidos para a tradição.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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