
One Way Street
Mark Lanegan
Deslocamento e vício em "One Way Street" de Mark Lanegan
Em "One Way Street", Mark Lanegan explora sentimentos de deslocamento e desorientação, já evidentes nos versos iniciais: “The stars and a moon / Aren't where they're supposed to be” (“As estrelas e a lua / Não estão onde deveriam estar”). Essa imagem de elementos celestiais fora de lugar reforça a sensação de alienação do narrador, que se sente perdido em um mundo estranho e distorcido. A rua de mão única do título funciona como uma metáfora para uma vida sem retorno, marcada por lutas internas e pela dificuldade de escapar de ciclos de dor e vício, temas recorrentes na trajetória de Lanegan.
A repetição de “can't get it down without crying” (“não consigo engolir sem chorar”) mostra que qualquer tentativa de lidar com a realidade é dolorosa e frustrante. Imagens como “I drink so much sour whiskey I can't hardly see” (“Bebo tanto uísque amargo que mal consigo enxergar”) e “there's a well that howls my name” (“há um poço que uiva meu nome”) aprofundam o clima sombrio, remetendo tanto ao blues americano quanto à experiência pessoal de Lanegan com vícios. O “deafening roar” (“rugido ensurdecedor”) e o “glorious sound” (“som glorioso”) da rua de mão única simbolizam o peso emocional desse caminho sem volta, onde cada tentativa de fuga parece impossível. A sonoridade psicodélica e minimalista da faixa intensifica a sensação de inquietação e resignação, tornando "One Way Street" um retrato cru de isolamento e busca por redenção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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