
Esposa Modelo
Marlene
Ironia e crítica social em “Esposa Modelo” de Marlene
“Esposa Modelo”, interpretada por Marlene, utiliza a ironia para criticar os padrões sociais do casamento entre as elites urbanas brasileiras dos anos 1940 e 1950. Logo no início, a personagem se descreve de forma aparentemente positiva — diz que não é feia, nem doente, joga tênis e lê Freud —, mas revela uma contradição ao afirmar que “não pode trabalhar” porque isso lhe causa alergia. Esse detalhe brinca com o estereótipo da mulher da alta sociedade, que se mostra moderna e culta, mas mantém expectativas tradicionais e interesseiras sobre o casamento.
A letra segue em tom leve e bem-humorado, exagerando as exigências da personagem para destacar seu interesse material. Ela se diz “carinhosa” e “condescendente”, mas apresenta uma lista de exigências para o futuro marido, como um palacete, casas em cidades serranas e um bangalô à beira-mar. O pedido de uma dieta sofisticada — lagosta, aspargos, ostras e champagne — para toda a família reforça a sátira ao desejo de manter um padrão de vida luxuoso. Assim, a música subverte o ideal romântico de esposa ao mostrar, com sarcasmo, uma mulher que se autodenomina “esposa modelo”, mas que está longe do papel abnegado tradicionalmente esperado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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