
Rato, Rato
Marlene
Humor e crítica social em “Rato, Rato” de Marlene
A música “Rato, Rato”, interpretada por Marlene, transforma o incômodo cotidiano de um rato que rói o baú em uma narrativa cômica e teatral. O uso do termo “gabiru”, uma gíria nordestina para rato ou pessoa magra, aproxima a canção do universo popular brasileiro e reforça o tom regional. A repetição do chamado ao rato e a ameaça de vingança com a ratoeira criam um clima de perseguição divertida, onde o animal é retratado como um vilão astuto e alvo da frustração do narrador.
O sarcasmo se destaca quando o rato é comparado a figuras negativas, como “o diabo” e “a sogra pouco antes de morrer”, além da expressão “emissário do judeu”, que reflete estereótipos da época e hoje é reconhecida como ofensiva. Essas comparações exageradas ampliam o tom caricatural da música, característica marcante do humor de Jararaca e Ratinho, dupla ligada à canção. O desejo de punição ao rato, expresso em versos como “A ratoeira te persiga e consiga satisfazer meu ideal”, mistura indignação e comicidade, evidenciando o estilo teatral e satírico de Marlene e do entretenimento radiofônico brasileiro dos anos 1940 e 1950.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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