
Me Engana Que Eu Gosto (part. Roberto Ribeiro)
Marquinhos Satã
Ironia e crítica social em "Me Engana Que Eu Gosto"
"Me Engana Que Eu Gosto (part. Roberto Ribeiro)", de Marquinhos Satã, utiliza a ironia para expor as contradições do cotidiano carioca. Logo no início, frases como “cidade tranqüila como essa não há” e “meu capital está sempre sobrando” são usadas de forma sarcástica, evidenciando a descrença diante das promessas políticas e da realidade social do Rio de Janeiro. Essas afirmações, claramente distantes da verdade, reforçam o tom de deboche e o uso do jargão popular que dá nome à música. O contexto da composição está ligado a promessas políticas não cumpridas, como o fim da violência em seis meses, o que se reflete diretamente na letra ao ironizar a ideia de que tudo está perfeito, quando o dia a dia é repleto de dificuldades e desilusões.
A música também faz referência à cultura popular brasileira ao imaginar situações improváveis, como Chico Buarque na feira em Caxias ou Gal Costa passeando em Madureira. Essas imagens aproximam ícones da MPB do povo comum, reforçando o tom crítico e bem-humorado da canção. Outro exemplo de ironia aparece quando a letra fala da esposa satisfeita com o marido chegando bêbado em casa, zombando de expectativas irreais nas relações pessoais. O refrão repetitivo “me engana, me engana, me engana que eu gosto” resume o espírito da música: uma aceitação divertida, mas crítica, das mentiras e ilusões presentes no cotidiano brasileiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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